Quando pensarmos em adquirir uma cobra, seja ela qual for, há denominadores comuns que têm de ser levados em conta. Neste artigo pretendemos dar apenas umas noções das necessidades básicas de uma serpente. Depois consoante a espécie que escolhermos, há algumas variantes, e por isso devemos pesquisar bastante, ANTES de adquirir um réptil desta natureza.
Uma serpente tem a mesma temperatura que o ambiente que a rodeia, simplesmente move-se para a zona quente ou para a zona fria conforme pretende aquecer-se ou arrefecer. Deve usar-se para aquecimento tapete térmico ou cabo, devidamente regulado com termostato.
Os terrários devem ter o tamanho adequado ao tamanho do animal. Maiores para exemplares adultos e pequenos para bebés e juvenis, normalmente usam-se faunarios para estes últimos.
Devem ser fáceis de limpar, devidamente ventilados e à prova de fugas.
Alguns tipos de substrato são mais fáceis de limpar que outros. Papel de cozinha, carpete para répteis, faia ou aspen são os indicados.
É necessário lembrar que animais especialmente os jovens, que sejam alimentados dentro do terrário, devem sê-lo sobre uma superfície limpa para evitar a ingestão de pedaços de substrato juntamente com o alimento. Isso pode evitar-se se se utilizar sempre e só papel de cozinha.
Todas as espécies necessitam de bebedouro, com água sempre limpa com tamanho suficiente para que se possam meter lá dentro.
A maior parte das serpentes não necessita de humidade alta, no entanto poderá borrifar o terrário de vez em quando, especialmente aquando da muda da pele. Mais à frente abordar-se-á este assunto.
Devem ser fornecidos 2 esconderijos, um na zona quente outro na fria, que podem ir das tocas mais elaboradas ao simples rolo de cartão.
Serpentes arborícolas necessitam de um ramos para onde possam subir e esconder-se de preferência com folhagem. O tronco deve ter estabilidade de modo a que o animal se sinta em segurança.
Deve-se fornecer também uma superfície rugosa, um tronco por exemplo, como meio de auxilio na muda da pele.
Quase todas as serpentes que usamos como pets são carnívoras, sendo que a maior parte delas se alimenta de pequenos roedores.
Cobras adultas devem ser alimentadas de 10 em 10 dias, crias muito jovens e juvenis de 5 em 5. O alimento deve ter o tamanho adequado ao animal, ou seja não deve ser maior que uma vez e meia a parte mais grossa da cobra. Deve ser fornecido descongelado à temperatura ambiente ou em água tépida e deve dar-se quente.
Mudança da Pele
Uma cobra adulta, tem um tempo de intervalo entre mudas maior que uma cria ou uma juvenil. A muda manifesta-se pela falta de brilho na pele e pelo aspecto dos olhos que ficar com uma cor leitosa. Depois de voltarem ao normal, passados 2 ou 3 dias dá-se a muda efectiva. Deve verificar-se se a pele saiu na totalidade, em especial na zona dos olhos e da cauda. Normalmente uma cobra na muda não se alimenta.
Não deve

Não esquecer
Que mais importante que um terrário bonito e agradável aos nossos olhos é o bem estar do animal que lá está dentro. Vale mais sacrificar a beleza que a saúde da nossa serpente.
Uma serpente não é um cão nem um gato e não gostam de ser manuseadas. Com o tempo habituam-se a ser agarradas e perdem o medo, mas podem a qualquer momento, mesmo a mais dócil, morder.
As cobras são animais, na sua maioria, crepusculares não necessitando, por isso de lâmpada UVB nem de iluminação, desde que o ciclo dia/noite possa ser feito com luz natural.
Boa sorte com a sua cobra
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