viridis

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Pythonidae
Género: Morelia
Espécie: Morelia Viridis
Nome comum: Piton Verde Arborícola

Distribuição:

Espécie endémica do sudeste asiático, nomeadamente de várias ilhas do arquipélago da Indonésia, Papua Nova-Guiné e a península de Cape York na Austrália.

Tamanho em adulto:

Com alguma variação, tendo por base também a localidade específica, usualmente entre os 90cm e os 120cm para os machos e os 120cm e os 150cm no caso das fêmeas, podendo atingir em casos muito raros +180cm.

Descrição:

As M. viridis são morelias (género pertencente à família Pythonidae) de porte ligeiro arborícolas que não obstante adquirirem como base usual, em adulto, o verde, demonstram uma elevada variação em termos de padrão, tonalidade e em alguns casos mesmo cor, tendo por base a região ou localidade onde são encontradas, as chamadas "localities". É uma espécie que passa por uma acentuada fase ontogénica em termos de evolução da sua cor e padrão, podendo nascer, consoante as localidades, em vários tons de vermelho e amarelo, evoluindo progressivamente até adquirir a sua cor/padrão definitivo, ao longo de um tempo variável, usualmente entre 1 e 3 anos, também aqui tendo em conta a variação por localidade.

Longevidade:

É uma espécie particularmente sensível mas se todas as suas necessidades forem preenchidas podem viver para além dos 20 anos.

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Temperamento:

São animais que apresentam um amplo espectro de temperamento, também associado à localidade a que pertencem, que pode ir do muito tímido ao muito agressivo, embora se possa dizer que em termos gerais pende mais para a agressividade e irascibilidade. Devem ser manuseados com delicadeza, especialmente até atingirem o primeiro ano de idade, devido à sua especial sensibilidade morfológica, e sempre com muita atenção à sua linguagem corporal, devendo ser evitados gestos bruscos, por forma a minimizar a sua apetência por reacções agressivas face a estímulos externos. É uma espécie que pela sua rapidez e potencial agressivo requer cuidados especiais, pelo que também por este factor não é uma espécie apropriada para principiantes.



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Terrário:

É uma espécie primordialmente arborícola de porte médio ligeiro, pelo que é aconselhável que o terrário tenha no mínimo 60cm de comprimento por 0,60m de profundidade e 60cm de altura no caso dos machos, recomendando-se para as fêmeas terrários com cerca de 90cm de comprimento, com um set up bem construído ao nivel superior, com vários troncos e protecção para que possa escolher, sem constrangimentos, a melhor posição ao longo do dia, e nomeadamente poder efectuar uma correcta termoregulação.

Esta espécie necessita de humidades altas, mas que não devem ser constantes, antes manter-se um ciclo diurno/nocturno que permita que o clima interno apresente períodos menos húmidos. Em termos médios aconselha-se uma humidade na casa dos 75%, podendo variar entre os 85%/90% e os 60% ao longo do ciclo. Para evitar a criação de fungos e bolores, é essencial que haja uma boa circulação de ar, sem no entanto criar correntes de ar potencialmente perigosas ao nível de infecções respiratórias. É importante que o terrário seja feito em material resistente a humidades altas. PVC ou vidro são uma boa opção.

É necessário criar condições para que o exemplar se sinta confortável e em segurança quer na zona quente quer na zona fria.

Uma taça de água, é também uma preciosa ajuda na manutenção da humidade.

Como substrato aconselha-se elemento que retenha humidade como o húmus de côco ou bark, ajudando assim a manter os níveis de humidade necessários. Em juvenis deverão ser mantidos em terrários mais pequenos mas não minimalistas, já que sem estímulos facilmente desenvolvem uma acentuada letargia.


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Aquecimento

Sendo uma espécie arborícola o aquecimento do terrário deverá ser feito recorrendo a fontes de aquecimento superior, quer através de uma lâmpada de IV ou cerâmica, ou através de painéis radiantes, estes últimos mais aconselhados já que têm um menor impacto ao nível da humidade, já que as lâmpadas, especialmente as de cerâmica secam muito o ambiente, baixando os níveis de humidade do terrário, exigindo assim uma especial atenção. Como espécie tendencialmente ocupam as zonas mais altas do terrário pelo que é importante tentar manter um gradiente de temperatura não só vertical como horizontal para que possam livremente optar. Na zona mais quente a temperatura deverá rondar entre os 30º e os 31º, descendo até aos 27º nas zonas mais frias. E aconselhável baixar as temperaturas máximas e mínimas cerca de 1 ou 2 graus, o que irá permitir também aumentar naturalmente a humidade relativa durante este período



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Alimentação

Esta espécie em cativeiro alimenta-se sobretudo de roedores. O Mus m. é referenciado por muitos criadores como a presa de eleição para esta espécie, já que se apresenta de mais fácil digestão, obviando a alguns dos problemas do troço digestivo e intestinal que esta espécie apresenta. Pelos motivos acima referenciados deverão ser oferecidas presas de tamanho adequado, num regime de alimentação moderado. Enquanto neonatos deverão ser alimentadas de 7 em 7 dias, começando com pinkies de um dia e subindo progressivamente de dimensão. Em adultos um Mus m. adulto de 10 em 10 ou de 15 em 15 dias será o suficiente para manter o exemplar em plenas condições de saúde.

O alimento deverá ser oferecido morto, podemos para o efeito adquirir ratos congelados em qualquer loja de animais exóticos ou empresa especializada e armazená-los no congelador em nossas casas.

É necessário ter alguns cuidados na hora da alimentação já que podem ter uma resposta bastante agressiva na presença de presas, e não nos devemos esquecer que possuem órgãos que que detectam a variação térmica pelo que as nossas mãos poderão ser um alvo bastante tentador.



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Imagens cedidas por © Shannon Plummer